*A transparência e a integridade são mais do que valores de liderança; significam a demonstração do mais básico respeito*.
Quando um líder partilha informação com clareza, quando age com honestidade e assume decisões de forma aberta, está a dizer ao Povo que ele é merecedor da confiança. Acompanho, com alguma satisfação, o anúncio de vários projectos estruturantes e não só, que dominarão o investimento em infraestruturas económicas e sociais nos próximos tempos. Isto é bom, porque mostra certa vontade de fazer mais, e se for de forma transparente e íntegra melhor ainda, para todos nós.
Em Moçambique, esta perspectiva parece ganhar força quando percebemos que o Presidente da República tem dado sinais que mostram uma liderança que busca transparência, integridade e responsabilidade pública. Ansiosos todos estamos para que não seja um simples sinal discursivo e apelativo, mas um verdadeiro sinal que eleve, na prática, o padrão da governação e fortaleça a confiança entre instituições e cidadãos.

Esta postura dialoga profundamente com o legado de Samora Machel, que sempre afirmou que “liderar é servir o Povo”. Samora defendia uma liderança que não se distanciava das pessoas, mas que caminhava com elas, com firmeza, simplicidade e verdade. Para ele, servir significava ouvir, proteger, educar e orientar — nunca governar para si, mas para o bem comum. Hoje, quando juntamos o compromisso histórico de liderar para o Povo à exigência contemporânea de liderar com transparência e integridade, percebemos que o bem governar assenta na coerência. Porque liderar é sobre assumir os erros, aprender, comunicar com clareza e colocar o interesse colectivo acima de qualquer agenda.
Ontem, um amigo internauta pediu a minha opinião sobre o impacto da modernização do Posto Fronteiriço de Ressano Garcia. Entretanto adianta: “não tenho confiança nenhuma, meu cepticismo é enorme, porque há falta de cometimento em fazer obras de qualidade, para o bem comum”. Este cepticismo também converge com o meu, apesar de eu ter enumerado os inúmeros benefícios económicos e sociais do projecto, há lá no fundo, não profundo, a dúvida se a transparência, integridade, responsabilidade e a seriedade nas obras dominarão o curso das obras, ou se as “nhongas” e a corrupção não serão os grandes “bosses” deste empreendimento. Nesse misto de incertezas, está o voto de confiança de que é possível criar esperança; as pessoas não querem segredos desnecessários, nem agendas escondidas, querem ver os empreendimentos a gerarem benefício popular.
E essa esperança busca-se no discurso Presidencial, que tem sido forte e recorrente, de combate à corrupção e punição severa dos infractores, ainda que pouco visível a prática, há demonstração de que a liderança moçambicana tem consciência de que se deve ancorar em valores de ética e integridade na governação. Porque é mais do que certo que há um denominador comum para os moçambicanos: paz, união, estabilidade e um Moçambique mais justo, com uma governação transparente, íntegra e mais digna para todos.



